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domingo, 3 de junho de 2012

AS SOMBRIAS RUÍNAS DA ALMA

Nessa obra de Carrero, reencontramos uma escrita cuja qualidade maior, além da literária, está em não fazer concessões, nem ao leitor nem ao mercado, recuperando uma dicção próxima a de Dostoiévski e Kafka, e em que a confrontação com o Mal parece ser vital para a constituição de sua obra. Tal confrontação é carregada de tensão e ambigüidade, no curso da qual o escritor se deixa fascinar pelo maior de todos os enigmas do mundo; às vezes transformando-se em cumplicidade e descida vertiginosa ao inferno.