De dez em dez anos revejo “Jules e Jim” (esqueça o infeliz título brasileiro “Uma mulher para dois”), obra maior de Francois Truffaut, que faz frente a “Os inconpreendidos” e “A noite americana”. A verdade é que a cada audição, o filme fica melhor. Na chuvosa noite natalense da terça 12 de julho, “Jules e Jim” me pareceu ainda mais intenso e poético, Jeanne Morreau ainda mais linda e a amizade dos protagonistas ainda mais leal. Há pouco o que se dizer de novo sobre o filme, supra resenhado e comentado que foi. Já se falou quase tudo sobre sua narrativa ágil, sobre sua amoralidade quase inocente, sobre a poesia em cada fotograma. Há quem ache que o filme verse sobre um triângulo amoroso. Na verdade, o filme fala sobre amizade, em sua potência máxima. Uma amizade que resiste ao tempo, a uma guerra mundial e até mesmo a uma mulher como Catherine. Deveria ser obrigatório para cada ser humano assistir a “Jules et Jim” pelo menos uma vez na vida. Ah, segue acima a cena em que a musa Jeanne Morreau canta “La tourbillon”. E a foto acima, do trio correndo em uma plataforma de trem, é de uma cena que tornou-se há muito um ícone cinematográfico, tendo sido citada e homenageada em diversos filmes como “Os sonhadores” e “Canções de amor”.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Jules e Jim
De dez em dez anos revejo “Jules e Jim” (esqueça o infeliz título brasileiro “Uma mulher para dois”), obra maior de Francois Truffaut, que faz frente a “Os inconpreendidos” e “A noite americana”. A verdade é que a cada audição, o filme fica melhor. Na chuvosa noite natalense da terça 12 de julho, “Jules e Jim” me pareceu ainda mais intenso e poético, Jeanne Morreau ainda mais linda e a amizade dos protagonistas ainda mais leal. Há pouco o que se dizer de novo sobre o filme, supra resenhado e comentado que foi. Já se falou quase tudo sobre sua narrativa ágil, sobre sua amoralidade quase inocente, sobre a poesia em cada fotograma. Há quem ache que o filme verse sobre um triângulo amoroso. Na verdade, o filme fala sobre amizade, em sua potência máxima. Uma amizade que resiste ao tempo, a uma guerra mundial e até mesmo a uma mulher como Catherine. Deveria ser obrigatório para cada ser humano assistir a “Jules et Jim” pelo menos uma vez na vida. Ah, segue acima a cena em que a musa Jeanne Morreau canta “La tourbillon”. E a foto acima, do trio correndo em uma plataforma de trem, é de uma cena que tornou-se há muito um ícone cinematográfico, tendo sido citada e homenageada em diversos filmes como “Os sonhadores” e “Canções de amor”.
