Depois de Viagem a Andara, o livro invisível, o autor nos traz os novos livros de Andara. Em Silencioso como o paraíso reencontramos a mesma literatura lúdica e agressivamente não-conciliada com padrões estéticos fatigados, do primeiro livro do autor; que agora, sob o signo do eterno retorno, nos apresenta um livro de dupla face, em que a viagem a Andara se volta sobre si mesma como que buscando o seu significado essencial
Cinema & Literatura

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terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
SOMBRA SEVERA
Romance forte e inventivo do autor de Somos pedras que se consomem (Prêmio Machado de Assis e Grande prêmio da crítica-APCA) e de As sombrias ruínas da alma (Prêmio Jabuti).
domingo, 3 de junho de 2012
AS SOMBRIAS RUÍNAS DA ALMA
Nessa obra de Carrero, reencontramos uma escrita cuja qualidade maior, além da literária, está em não fazer concessões, nem ao leitor nem ao mercado, recuperando uma dicção próxima a de Dostoiévski e Kafka, e em que a confrontação com o Mal parece ser vital para a constituição de sua obra. Tal confrontação é carregada de tensão e ambigüidade, no curso da qual o escritor se deixa fascinar pelo maior de todos os enigmas do mundo; às vezes transformando-se em cumplicidade e descida vertiginosa ao inferno.
sábado, 2 de junho de 2012
Do teatro
espetáculos daquele que tomou de fato para si a tarefa de revolucionar a arte teatral, era to-mada por uma tempestade de artigos e resenhas que afirmavam terem presenciado no teatro ou o fim dos tempos ou a própria revolução materializada em arte, sem meios-termos.
De fato, o nome de Meyerhold é um dos que continua envolto em sombras até os dias de hoje, apesar dos incontáveis esforços de inúmeros pesquisadores de garimpar o precioso arquivo cha¬ma-do por Serguei Eisenstein de “o tesouro”. O assassinato de Meyerhold em 1940 e o massacre da Segunda Guerra Mundial fizeram com que o nome do diretor só voltasse a aparecer na imprensa soviética em 1956, criando um vácuo de deze¬s¬seis anos na transmissão viva dos ensinamentos práticos desse mestre.
Hoje, no Brasil, conhecemos al¬¬guns aspectos da longa carreira de Meyerhold: seu trabalho como pe¬da¬gogo e pesquisador dos meios expressivos da cena; como criador da teoria biomecânica para a preparação de atores; como di¬re¬tor e encenador teatral. Com a publicação integral de Do Teatro, pela primeira vez em língua portuguesa e em tradução direta do russo, procuramos acender mais um refletor sobre o vasto campo de interesse que tem se tornado a vida e a obra do mestre no Brasil: desejamos fazer com que se ouça a voz do próprio Meyerhold.
Do Teatro é o único livro orga¬nizado e publicado pelo autor em vida, em que se pode observar cla¬ra¬¬men¬te as pesquisas daquilo que formaria a “base fértil” para o desen¬vol¬vimento de quase todas as suas ideias, amadurecidas e concretizadas em seus trabalhos posteriores. Meyerhold trata da formulação de conceitos fundamentais da arte teatral a partir da análise de uma experiência histórica bastante concreta, e, por outro lado, descreve um período fértil e importante para a história do teatro com base nas formulações teóricas sobre o fazer teatral. Béatrice Picon-Vallin nomeia o prefácio desta edição com uma precisão enorme: trata-se realmente de um livro único.
DIEGO MOSCHKOVICH cursou Artes Cênicas na Academia Estatal de Artes Cênicas de São Petersburgo (LGITMiK). Pesquisador das heranças históricas de Stanislávski e Meyerhold, foi bolsista e tradutor no projeto Masters in Residence, do Instituto Grotowski (Wroclaw, Polônia), sob a direção de Anatóli Vassíliev. No Brasil, fez a assistência de direção para Adolf Shapiro, em trabalho realizado em 2010 com a Mundana Companhia. Antes disso, trabalhou sob a direção de Lu Carion no GPEC-Obara, laboratório que pesquisa a aplicação da Técnica Klauss Vianna ao trabalho do ator.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O VERÃO DA LATA
“(...) Lançando mão de expressões fora de uso, de lugares comuns da língua, de palavras já esvaziadas, Cesarotto constrói a sua novela com um humor ímpar, fruto de sua materialidade oral, dando voz a uma turba alegre, que passou seu recibo de descompostura ao cenário crispado da política e da cultura, fazendo do gozo a sua expressão maior.”
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